domingo, agosto 17


Façamos um pacto,
Quando sentires saudades,



Procura-me, a qualquer hora,



E, de algum modo, juntar-me-ei a ti.



Dir-te-ei, também, das minhas saudades.
E, nesse momento, irás amparar-me ternamente,



Sabendo o quanto estarei carente e frágil.



Quando precisares de estar a sós contigo mesma,



Diz-me apenas: - Preciso de silêncio.



Entenderei e saberei esperar pela tua voz.
Também saberás quando eu silenciar.
Porque te direi: Preciso de silêncio



E aguardarás tranquila, pois sabes que te amo.



Quando, por algum motivo, não estiveres bem,



Chama-me e, sem temor, diz-me como estás.
Irei a ti e segurarei nas tuas mãos, em total partilha.



E quando for a minha vez de não me sentir bem,



Chamar-te-ei e te falarei de mim



E irás ouvir-me com o teu amor amigo.



Quando, por algum motivo, eu te irritar,



Compreende que eu não sou perfeita.



E, certamente, a calma a ti retornará.



Quando, por algum motivo, for eu a irritar-me,
Terei em mente que não és perfeita



E esperarei a tormenta passar.



Quando desejares o teu corpo no meu corpo,
Diz-me, apenas: eu quero-te.



E, apaixonadamente, saciarei os teus desejos.



E quando o meu corpo ansiar pelo teu,



Direi, simplesmente: amor, eu quero-te.
E me darás o teu corpo, com ardente paixão.



Por fim, amor, não nos esqueçamos



De como faz bem à alma ouvir aquela frase,



Tão antiga e tão nova!



Que aquece o coração.



Diz-me, de vez em quando, e também te direi,



Suave e ternamente, igual ao sentimento:
Eu Amo-te!


Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar…

Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.

Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?

Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.



Cecília Meireles

Loucura...loucura

Eu sempre quis demais...

Sonhei demais...

Me desiludi demais...

Amei demais...

Chorei demais...

Sorri demais...

Desejei demais...

Mas para mim eu ainda posso

Tentar mais...

Mais...

uma vez...

Infinitamente...

namastê

"o deus que há em mim saúda o deus que há em ti"

sábado, agosto 16



QUEM TE FAZ FELIZ ....????

Não corteis uma flor. Asa cativa,

só deixará remorso em quem a corta.

Nada mais belo que uma rosa viva...

Nada mais triste que uma rosa morta...


(Moreira das Neves)

Chega uma hora na vida
Que não existe mais como fantasiar.
Sem imaginação para historias
Você não quer mais todas as glorias.
E por incrível que pareça
É ai que você passa a acreditar
Você começa a viver a realidade
Começa a se contentar com a verdade.


http://chaebolachas.blogspot.com/

Tem dias que ele fica quieto.
Mas dependendo da companhia...
Fica é inquieto.
As vezes ele não faz sentido.
Engana a todos e também a mim.
Quando acho que foi dormir,
abre as portas com força.
Metido, um menino...
Tem dias que quer café,
em outros cappuccino..
Prega peças e sai correndo.
Desarruma minhas gavetas.
Rasga minhas lembranças.
E não se educa com o tempo.

Meu coração é atrevido...
Não escuta meus conselhos.
Completamente independente.
Sem medida, avança!
Oh menino destemido.

http://chaebolachas.blogspot.com/

todo caminho é incerto
certo é a decisão de cada um...

sexta-feira, agosto 15


Porque foste na vida
A última esperança
Encontrar-te me fez criança
Porque já eras meu
Sem eu saber sequer
Porque és o meu homem
E eu tua mulher
Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser

BERÇO DO AMOR

Encosta teu rosto em meu peito
Vem comigo sonhar
Retrato mais que perfeito
Expressão do amar.
Fala comigo das cores
Expõe tuas vontades
Deixando p’ra trás as dores
Vivendo felicidades

Faça de mim, aconchego
Deste berço, teu ninho.
Lugar de muito chamego
Onde nasce o carinho.

Sidney santos

Nunca veja o mal em ninguém – veja o bem.

Mesmo quando o mal for demasiado, tente encontrar o bem.

Porque é impossível se encontrar um homem que não tenha nenhum bem em si. E o que quer que você veja, cresce em você. Esse é o segredo.

osho

Regra nº 1: Não planeje - seus planos nunca sairão exatamente como foram feitos. Fato.

Regra n° 2: Não espere - absolutamente nada! não espere retribuições com a mesma intensidade e o carinho com que você fez/demonstrou/sentiu. Cada um sente e interpreta as coisas e os sentimentos de forma exclusiva.

Regra nº 3: Não se desespere - isso só serve pras indústrias de cosméticos lucrarem com altas tintas de cabelo, cremes anti-rugas e maquiagens caríssimas. Mais sério ainda: tudo acontece porque é pra acontecer. Tudo tem uma causa. E o motivo a gente só entende bem depois. (Caso seja maduro demais pra isso).

Regra nº 4: Não Deixe - seus sonhos passarem por entre os vincos de suas mãos, os desejos inconstantes se perderem no tempo, as felicidades nascentes de pequenas coisas se acabarem num piscar de olhos e estalar de dedos por motivos inúteis e infundados. Faça tudo às avessas; deixe que os outros pensem e falem o que bem entenderem, o problema é deles mesmo. Terão cinco trabalhos: pensar, falar, invejar, resmungar e esquecer. E, no final, você será muito mais feliz.

Regra nº 5: Seja - o melhor que puder. Sem meios termos ou meia boca. Seja inteiro(a).


http://gabrielamafra.blogspot.com/

Não desejo descobrir o que tocaste senão amarei muito mais do que se tivesse tocado.
Não me fales "gosto daquilo" que já estarei gostando junto. Evite comentários.
Não me digas "vamos naquele restaurante" que será mais um lugar para te esperar.
Não inventes deitar na grama no domingo que o sol grudará nos dentes.
Não narres aos ouvidos da cama o que podemos sentir.
Não ponhas trilha no celular, não troques as almofadas, não escolhas as toalhas e os lençóis, controla essa mania de se espalhar por tudo, de botar teu cheiro por dentro de minha boca.
Não abras mais o leite sem romper o lacre, não deixes a gaveta entreaberta, a torneira entreaberta, meu corpo entreaberto. Não reclames do que não fiz, que farei de novo para chamar tua atenção.
Não arrumes minha gravata, que me acostumarei a pedir conselhos. Não arrumes minha gola que o vento é mesmo enviesado.
Quero te conhecer menos para não sofrer depois tanto tua perda. Mas deveria ter dito isso antes."


Fabrício Carpinejar

quinta-feira, agosto 14


Apenas sente-se



“Muitas vezes você percebe que está correndo desnecessariamente, mas como parar? Não que você não tenha percebido que esta é uma corrida de ratos sem significado. Você sabe. Mas, como parar? E o treinamento para essa corrida foi muito profundo. Você se esqueceu de como parar; suas pernas tem o hábito de correr, a mente tem o hábito de correr. Seu treinamento é tal que você não pode se sentar. O treinamento para se sentar desapareceu”.
Um poeta diz:

Uma queixa veio aos meus lábios,
Mas a quem dizê-la, será sem sentido
Engolindo a dor, eu continuo me movendo,
Recusando-me a sentar, recusando a derrota.

E as pessoas ainda pensam que se sentar é derrota. Caso elas se sentam, elas pensam que estão derrotados, que é escapismo, uma fuga! Caso elas apenas se sentam, milhares de passantes as olharão com condenação. . . assim as pessoas continuam se movimentando.
Reclamações de que tudo é inútil vem freqüentemente à mente, mas para quem reclamar? Quem vai entender? Aqui todo mundo é como você. Ninguém conta para ninguém. E as pessoas continuam se movendo, cada um escondendo sua própria ferida.

Uma queixa veio aos meus lábios, mas a quem dizê-la, será sem sentido.

Se você encontrar um ‘Ashtavakra’ ou um ‘Buda’ fará sentido dizer. Mas aqui, para quem você pode falar?

Engolindo a dor, eu continuo me movendo.

As pessoas engolem a dor e continuam.

…recusando-me a sentar, recusando a derrota.

E isso se tornou a idéia do ego: ‘Sentar significa estar derrotado. . . acabado, caído, morto. Continue andando, continue fazendo uma coisa ou outra. Continue tentando executar alguma coisa ou outra. Senão você estará perdido’.
E aqueles que apenas se sentam atinge. Aqueles que param atingem.
O divino não é alcançado correndo; parado é que se alcança.
Ashtavakra diz, no máximo de facilidade, alcance.


Apenas sente-se, por algum tempo. Encontre um tempo, só para sentar-se, e nada fazer. Os monges Zen têm uma técnica de meditação: o Zazen. Zazen quer dizer apenas sentar-se e nada fazer. É um método muito profundo de meditação. Chamar isto um método nem está certo, porque não existe método algum, somente sentar-se, enquanto nada se faz. O Zen diz o mesmo que Ashtavakra está dizendo: Sente-se! Sente-se durante algum tempo e relaxe. Deixe este tumulto por um tempo. Deixe toda a ambição por um tempo. Deixe a mente correr ao redor, deixe-a na corrida de ratos. Simplesmente sente-se um tempo, e mergulhe dentro de si mesmo.
Gradualmente uma luz começará a se espalhar dentro de você. Talvez no inicio você não a veja. É como voltar para casa sob o sol luminoso da tarde. Inicialmente a casa parece escura por dentro. Os olhos foram usados no sol. Sente-se um pouquinho, e os olhos se ajustam, e o aposento se ilumina. Muito lentamente a luz penetra nele. É o mesmo dentro de você. Você tem estado fora, fora por muitas vidas, daí parece que dentro está escuro. Na primeira vez que você entrar, nada será visível. . . nada, exceto escuridão. Não se apavore. Sente-se. . . e deixe os olhos se ajustarem ao interior. As pupilas desses olhos só foram usadas no sol luminoso.

Becoming Centered
Osho Neo Tarot


Você sempre soube que ao sol a pupila do olho fica pequena. Se você olhar no espelho logo depois de estar ao sol a pupila aparecerá muito pequena, porque muita luz solar não pôde ser trazida para dentro, ela é excessiva, desta forma as pupilas têm contrações. Contrair é automático. Então quando você entra na escuridão as pupilas têm que se expandir, elas têm que aumentar. Depois de se sentar durante algum tempo na escuridão, olhe novamente no espelho e você verá que elas aumentaram.
Com o terceiro olho acontece exatamente igual aos olhos externos. Ao olhar para fora as pupilas devem ser pequenas; e ao olhar para dentro as pupilas devem ser grandes. Houve um antigo e longo treinamento. Para destruir esse treinamento nenhuma prática nova é necessária, apenas fique sentado.
As pessoas perguntam, ‘O que nós faremos sentados? Dê-nos algum 'Ram-Ram’, algum mantra para entoarmos, nós o repetiremos — dê-nos algo para fazer’. As pessoas dizem, ‘Nós queremos muletas, nós queremos ajuda’. Assim que você pratica, a escravidão começa. Apenas sente-se!
Por sentar-se, eu não quero dizer se sentar; você pode permanecer de pé, também pode se deitar. Sentar-se quer dizer nada fazer. Nas vinte e quatro horas apenas dedique algum tempo a fazer nada. Torne-se livre da ação. Permaneça vazio. Deixe o que está acontecendo, acontecer. O mundo está fluindo, deixe fluir. Ele está movendo, deixe mover. Sons vêm, deixe-os vir. Um trem parte, um avião passa voando, o barulho existe - deixe acontecer, você continua sentado. Não se concentre - você apenas se senta. O Samadhi começará gradualmente a ficar mais forte dentro de você. Você entenderá o que Ashtavakra quer dizer - o significado de estar livre das práticas e rituais.

Sabendo que o que tem forma é falso, e conhecendo o sem forma como inalterável e perpétuo. Aprendendo esta verdade não é possível nascer no mundo novamente.

Então você é o que o Buda chamou de ‘anagamin’ - uma pessoa que nunca retorna depois da morte. Nós voltamos por causa de nossos desejos, por causa de nossas políticas; nós voltamos por causa de desejos e esperanças. Aquele que morre sabendo, ‘Eu sou o conhecedor’, não volta novamente. Ele é libertado desta roda inútil - de ir e vir.

Sabendo que o que tem forma é falso, e conhecendo o sem forma como inalterável e perpétuo. Aprendendo esta verdade não é possível nascer no mundo novamente.

Sabendo que o que tem forma é falso... Dentro de nós o que tem forma é ilusório, e o que não tem nenhuma forma é a verdade. Algum dia olhe para um remoinho d’água. O que é um remoinho, a não ser ondas surgidas na água? Quando ele fica calmo, para onde elas foram? Não havia nenhum remoinho, era apenas uma onda na água, uma forma que surgiu na água. Da mesma maneira, nós somos apenas ondas do divino. Quando a onda se for, nada é deixado para trás. Nem mesmo cinza é deixado, nem mesmo os rastros permanecem. É como escrever na água: desaparece enquanto você escreve - da mesma maneira, tudo o que acontece em nossa vida são apenas ondas.”

OSHO – Enlightenment: The Only Revolution – Capítulo 5
Tradução: Ma Shanti Leela

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