terça-feira, abril 14


Venha me beijar
Meu doce vampiro
Na luz do luar
Venha sugar o calor
De dentro do meu sangue...vermelho
Tão vivo tão eterno...veneno!
Que mata sua sede
Que me bebe quente
Como um licor
Brindando a morte e fazendo amor...

Meu doce vampiro
Na luz do luar

Me acostumei com você
Sempre reclamando, da vida
Me ferindo, me curando..a ferida
Mas nada disso importa
Vou abrir a porta
Prá você entrar
Beija minha boca
Até me matar..



Me acostumei com você
Sempre reclamando da vida
Me ferindo, me curando...a ferida
Mas nada disso importa
Vou abrir a porta
Prá você entrar
Beija a minha boca
Até me matar...de amor...


rita lee

segunda-feira, abril 13


De repente eu me vejo
Amarelada, bodeada, sem ninguém
Nessas horas aparece a preguiça
A vontade de sumir... de vez

Se me der na telha sou capaz
De enlouquecer
E mandar tudo pr´aquele lugar
E fugir com você pra Shangrilá
E me deixar levar
Por um beijo eterno
Por seu corpo envolvente
Mais quente que o inferno...


rita lee

Rir é correr o risco de parecer um tolo.
Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.
Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.
Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo.
Expor suas idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.
Amar é correr o risco de não ser amado.
Viver é correr o risco de morrer.
Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de falhar.

Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada. A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada. Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce ou vive. Presa à sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade. Apenas quem arrisca é livre.

O pessimista, queixa-se dos ventos. O otimista espera que mudem. O realista, ajusta as velas.


("To Risk" - Tradução de Rita Amaral)

domingo, abril 12

Feliz renascimento


Existem dois dias em qualquer semana
em que não devemos nos preocupar.

Dois dias em que devemos estar livres do medo e da apreensão.

Um deles é Ontem
com seus erros e cuidados,
seus pecados e tropeços,
seus obstáculos e dores.

Ontem passou para sempre.
Está fora do nosso controle.
Todo o dinheiro do mundo
não trará de volta o dia de ontem.
Não podemos desfazer certos atos
ou retirar uma palavra que dissemos
Ontem já se foi.

O outro dia com que não devemos
nos preocupar é Amanhã,
com seus adversários impossíveis
suas responsabilidades,
suas promessas esperançosas
e realização pequena.
Amanhã o sol nascerá em esplendor
ou por trás da máscara de nuvens,
mas nascerá.
E até que ele faça isto
não ancoraremos no amanhã
porque ele é ainda desconhecido

Isto nos deixa apenas um dia - Hoje.
Qualquer pessoa pode lutar numa batalha
apenas por um dia.

É só quando aumentamos
as responsabilidades de ontem
e de amanhã que nós caímos.
A tristeza vem não da experiência de hoje
mas do remorso e da amargura
por algo que aconteceu
ontem e pelo receio de que
o amanhã possa trazer.




("Today", tradução de Rita Amaral)

sábado, abril 11


O amor é quando a gente mora um no outro


Mário Quintana

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia

E se eu achar a sua fonte escondida
Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo o amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria



Frejat

Cazuza

Já tive a rosa do amor
- rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia...
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
- utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais...




Cecília Meireles

sexta-feira, abril 10


Se o amor for grande...
a espera não será eterna,
os problemas não serão dilemas,
e a distância será vencida.
Se a compreensão insistir,
as brigas fortalecerão-nos,
os fatos farão-nos rir,
e os diálogos marcarão-nos.
Se o respeito prevalecer,
os carinhos serão doces e suaves,
os beijos profundos e cheios de valor,
e os abraços calorosos e confortantes.
Se a confiança existir,
a dúvida se extinguirá,
as perguntas serão respondidas,
e as palavras poderão ser ditas.
Talvez não seja um amor eterno.
E não é um amor doentio,
Nem um amor ideal.
Mas um amor verdadeiro.
Aquele que vence as barreiras
Impostas pela vida e pelas ocasiões.
Aquele que não teme a escolha,
E faz a opção de simplesmente
Ser intensamente vivido

quinta-feira, abril 9



Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo



Carlos Drumond de Andrade

Feroz em nós uma paixão de novo
nos ameaça
nos faz vibrar, o sangue flui
sobe no rosto
de repente a gente fica
disposto a tudo
e tudo é pouco
não importa que essa loucura
não tenha alívio

a gente muda, respira de outro jeito
arfa no peito sempre uma pressa
sempre aquela vontade
sozinha fico metade
depressa me abraça, uma saudade
que dói, uma coisa que arrebenta
e não se agüenta mais.

A gente se entrega ao risco
arrisca a pele, perde o rumo
no prazer dessa desorientação
A gente quer explodir e não pode
quer se conter e não sabe
quer se livrar do jugo da paixão
mas não quer que ela acabe



Bruna Lombardi

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

carlos drummond de andrade

quarta-feira, abril 8


Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos...e serei feliz...

E hei de fazê-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois...
esse passado que começa agora...

Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também...
Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura...

Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revivê-los nas
lembranças que a vida não desfez...

E ao lê-los...com saudade em tua dor...
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez...

Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou...

Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou.




J. G. de Araújo Jorge

Aquela que dormirá comigo todas as luas
É a desejada de minha alma.
Ela me dará o amor do seu coração
E me dará o amor da sua carne.



Ela é a querida da minha alma
Que me fará longos carinhos nos olhos
Que me beijará longos beijos nos ouvidos
Que rirá no meu pranto e rirá no meu riso.
Ela só verá minhas alegrias e minhas tristezas
Temerá minha cólera e se aninhará no meu sossego



E virá a mim me olhando de olhos calmos
Se oferecendo à minha posse
Rasgando o véu da nudez sem falso pudor
Cheia de uma pureza luminosa.
Ela é a amada sempre nova do meu coração
Ela ficará me olhando calada
Que ela só crerá em mim
Far-me-á a razão suprema das coisas.
Ela é a amada da minha alma triste
É a que dará o peito casto
Onde os meus lábios pousados viverão a vida do seu coração
Ela é a minha poesia e a minha mocidade
É a mulher que se guardou para o amado de sua alma
Que ela sentia vir porque ia ser dela e ela dele.

Ela é o amor vivendo de si mesmo.
É a que dormirá comigo todas as luas
E a quem eu protegerei contra os males do mundo.

Ela é a anunciada da minha poesia
Que eu sinto vindo a mim com os lábios e com os peitos
E que será minha, só minha, como a força é do forte e a poesia é do poeta




vinicius de moraes

terça-feira, abril 7


Falar de Amor


Se não estivesse fora de moda...

Eu iria falar de Amor.

Daquele amor sincero, olhos nos olhos,

frio no coração.

Aquela dorzinha gostosa,

de ter muito medo de perder tudo.

Daqueles momentos que só quem já amou um dia,

conhece bem.

Daquela vontade de repartir,

de conquistar todas as coisas...

Mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas doá-las, no sentimento nobre de amar.

Se não estivesse fora de moda...

Eu iria falar de Sinceridade.

Sabe, aquele negócio antigo

de fidelidade, respeito mútuo...

e outras coisas mais.

Aquela sensação que embriaga mais que a bebida.

Que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que

as vezes procuramos em muitas.

A admiração pelas virtudes, aceitação dos defeitos...

E sobretudo, o respeito pela individualidade,

que até julgamos nos pertencerem,

sem o direito de possuir.

Se não estivesse tão fora de moda...

Eu iria falar em Amizade.

O apoio, o interesse, a solidariedade de uns

pelas coisas dos outros e vice-versa.

A união além dos sentimentos

e a dedicação de compreender para depois gostar.

E depois...

Eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como...

a Felicidade.

Mas é pena que a felicidade,

como tudo mais, há muito tempo já está

fora de moda.

Sabe de uma coisa...

Me sinto feliz por estar tão fora de moda.

E você?

Também está fora de moda como eu?

Espero que sim.

O que é mais importante: Perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor...
Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê...
Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante...
É sempre importante saber que: Perdoar é o modo mais sublime de crescer,
e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar ...

Quem sou eu

Minha foto
...sou uma mulher como todas do planeta, que merece amar e ser amada.

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