terça-feira, outubro 13


O que as pessoas querem é o ódio, o ódio, nada mais do que o ódio,
em nome do amor e da justiça, odeiam.



David Lawrence

segunda-feira, outubro 12


“As pessoas vêem as estrelas de maneira diferente.
Para aqueles que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém nunca as teve... (...)
Quando olhares o céu de noite, eu estarei habitando uma delas, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Desta forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir! (...) E quando estiveres consolado (a gente sempre se consola), tu ficarás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás tua janela apenas pelo simples prazer... E teus amigos ficarão espantados de ver-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!”




Antoine de Saint-Exupéry

E então soprou um vento de ternura intensa.
E as nuvens se dispersaram, e eu vi que meu coração emergia
como um alto cume de montanha, dourado de sol,
musicado de pássaros e águas.

Olhava teus olhos, tuas mãos, teus cabelos, teu corpo...
Teu corpo era como um caminho sinuoso por onde saí desesperado
a procurar-te.

E, de repente, tomei-te nos braços, afaguei-te a cintura,
recolhi-te ao meu peito.
Teu coração inquieto pulsava mais que o córrego das montanhas,
batia asas de pássaro encandeado.

E de repente saímos livres e felizes, como simples animais de Deus
com a direção dos ventos.

Faminto, colhi-te como um fruto! Sedento, bebi-te como a água!
Marquei meus dentes em tua carne
e escorreste pela minha boca, pelo meu pescoço, pelo meu peito.

Meus braços foram tuas formas. Minhas mãos te conheceram.
Desmanchei-te os cabelos, e me perdi.
Nossas bocas se uniram, e se esqueceram.

Tatearam meus lábios escalando cumes, devassando vales.

E fiquei em ti, vivo e silencioso, como o sangue nas veias,
como a seiva na raiz.
E desci sobre ti e me entranhei, como a chuva descendo e molhando.
E quando falamos: era música. em tua vida!




j.g.de araújo jorge

domingo, outubro 11


"Falais baixo se falais de amor. "




Shakespeare

"Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens…
não queiras ser o de amnhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu."



CECÍLIA MEIRELES

sábado, outubro 10


Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.



Eugenio de Andrade

sexta-feira, outubro 9


” Ninguém pode construir em teu lugar
as pontes que precisarás passar para
atravessar o rio da vida.
Ninguém exceto tu, só tu.
Existem, por certo, atalhos sem números
e pontes, e semi-deuses que se oferecerão
para levar-te além do rio, mas isso te
custaria a tua própria pessoa.
Tu te hipotecarias e te perderias.
Existe no mundo um único caminho por onde
só tu podes passar.
Onde leva? Não perguntes, segue-o.”





Nietzsche

quinta-feira, outubro 8


"Descrever a felicidade é diminuí-la"




Henri-Marie Beyle

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão.
A forca dos meus sonhos é tão forte
Que tudo renasce a exaltação,
E nunca as minhas mãos estão vazias.





Sophia de Mello Breyner

quarta-feira, outubro 7


“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”



Fernando Pessoa

terça-feira, outubro 6


Se eu fosse um padre,
eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
muito menos no Anjo Rebelado

e os encantos das suas seduções,
não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições…

Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,
Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma

…e um belo poema

ainda que de Deus se aparte

um belo poema sempre leva a Deus!




Mário Quintana

segunda-feira, outubro 5


Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma…Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas…
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.


E em duas bocas uma língua…, – unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.


Depois… – abre os teus olhos...
Enterra-os bem nos meus; não digas nada…
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!




José Régio

domingo, outubro 4


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure



Vinícius de Moraes

sábado, outubro 3


"Como um pαssαro cαntαndo nα chuvα,
deixe memóriαs αgrαdáveis sobreviverem em tempos de tristezα "


Robert Louis Stevenson

Quando estás vestidas,


Ninguém imagina


Os mundos que escondes


Sob as tuas roupas.




Assim, quando é dia,


Não temos noção


Dos astros que luzem


No profundo céu.




Mas a noite é nua,


E, nua na noite,


Palpitam teus mundos


E os mundos da noite.





Manuel Bandeira

Quem sou eu

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...sou uma mulher como todas do planeta, que merece amar e ser amada.

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