
Agora compreendo que minhas mãos
foram modeladas para conter-te.
Trazes duas taças cheias e macias
que elas sustentam trêmulas,
e erguem aos meus lábios
sedentos de ambrosias...
Elas te servem à minha ansiedade
e aos meus desejos,
como um vinho de doçura e delícias
de indescritível sabor,
um vinho para deuses, que meus lábios profanos vão sorvendo
entre beijos e carícias
de amor.
Poema de J.G. de Araujo Jorge,