domingo, fevereiro 15


ao regar o teu jardim
não imagines a futuro da flor
não há depois para ela
há o teu gesto fértil
e a atitude da água
que brota da tua mão

e isso é o suficiente
tudo o mais são conjecturas

o rio precisa passar
livre em sua essência
o movimento deve ser ilimitado
no transbordar do acaso

não advinhes o depois do teu jardim
ele evapora a sapiência do imprevisto
ele é por si
e cumpre o seu agora

não temas
esvazia-te
aceita o espaço do nada
confia
e permite que o jardim
revele o súbito das pétalas

abandona na terra mãe
tuas buscas ansiosas
tua pressa diante da semente
solta-te
a flor sabe o tempo certo
de perfumar




kk

Um comentário:

Luis Bento disse...

Entrei no seu espaço por casualidade...adorei a estética, adorei a poesia...morri de amores pelo espaço...vou seguir...
P.S. gostei da imagem dos cães, eu também tenho uma cadela...Serra da estrela...

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...sou uma mulher como todas do planeta, que merece amar e ser amada.

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