quarta-feira, abril 29


MATEMÁTICA ULTRA-ROMÂNTICA
Procurei por todos os Meios
por alguma Fórmula Algébrica
que justificasse nossa estória.
As Soluções nunca foram exatas
e nem mesmo a Análise Combinatória
achou Lógica no suposto amor,
que às vezes tendia ao infinito
e, de um momento para outro,
percorria Retas e Curvas
e regressava ao Ponto Zero.
Houve até Sinais de infinita Grandeza,
quando chegou mesmo a Multiplicar-se
numa pura Progressão Geométrica,
mesmo sem ter uma Razão definida.
Mas tudo durava Frações de segundo
e eu me tornava um Conjunto Unitário,
Já que você escapava pela Tangente
e me deixava Subtraído e sem Planos.
Só agora percebi que nunca
passei de uma Fração Ordinária,
pois jamais fui inteiro na sua vida.
Mas isso não vai impedir que encontre
alguém, talvez, meu Denominador Comum,
o que me tornará um Múltiplo de Dez
e voltarei a ser um Produto Notável
ou algo bem próximo do Número Um.



Novais Neto

Do livro: Ave Corrente, Ed. autor, 1990

Um comentário:

Novais disse...

Oi, Silvana, obrigado por ter postado meu poema "Matemática ultra-romântica". Se você quiser ver outros poemas meus, acesse o site: www.novaisneto.recantodasletras.com.br, pelo que agradeço, e poderemos manter contato. Saúde e Paz. Novais Neto

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